terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sansão e Dalila - Casamentos da Bíblia

O preço da desobediência na vida conjugal

No mundo inteiro, há milhares de casais sem qualquer referencial de fé no Deus único e verdadeiro. Milhares de filhos estão sendo criados num ambiente de total ausência de Deus. Não há nem mesmo algum referencial religioso, ético, moral, etc.

Nenhum de nós daria início a um relacionamento afetivo achando, previamente, que os resultados serão de muita dor e sofrimento. Todos nós buscamos um relacionamento a dois que resulte em felicidade, alegria, saúde afetiva, etc.

Sansão um juiz de Israel
A história do livro de Juízes tem especial destaque para a opressão dos filisteus sobre Israel. Os filisteus serviam como instrumentos de Deus a fim de testar a dedicação e a consagração do povo ao Senhor (Jz 3:1-3).

Sansão é extremamente destacado no livro de Juízes. Seu nome significa “Radioso, Pequeno Sol”. Tornou-se um dos maiores juízes de Israel. Filho de Manoá, da tribo de Dã. Era natural de Zor. Sansão, desde o ventre materno, foi escolhido por Deus para ser o libertador de Israel. Sansão foi nazireu desde o seu nascimento, sendo conhecido como o homem mais forte da Bíblia (Jz 13). Seu personagem é marcado pelas suas façanhas, mas faltava-lhe o domínio próprio. NAZIREU Israelita, homem ou mulher, que fazia voto de dedicação ao serviço de Deus por algum tempo ou por toda a vida {Nm 6.1-21}.

Sansão foi uma figura carismática, mas estava sempre cedendo à tentação da volubilidade (Jz 16:20). No entanto, Sansão teve um belo epitáfio (Jz 16:30). Deus, que está no controle de todas as coisas, foi, na verdade, o grande vitorioso e o grande redentor de Israel, a despeito dos fracassos de seus grandes heróis.

Sansão foi um homem de temperamento colérico. Juízes 14:20 nos informa que ele rompe com a esposa (noiva), em Timna, durante a festa de casamento. O pai da moça tentou oferecer-lhe a filha mais nova e tal fato o deixou ainda mais furioso (Jz 15:2). Sansão vingou-se dos filisteus amarrando tochas acesas nas caudas de 300 raposas presas em pares.

Dalila uma mulher sedutora
Tudo parecia dar certo para Sansão. Governou sobre Israel por vinte anos. Mas, de repente, surge uma mulher em sua vida: Dalila (Jz 16:4). Dalila era da cidade de Gaza. Mulher experiente, sedutora, buscou descobrir a maneira de vencer Sansão. E ele não resistiu aos encantos da mulher.

Dalila foi uma linda mulher, que vivia no território dos filisteus, no vale de Soreque. Eram inimigos do povo de Israel (Jz 16:4). Dalila significa “Delicada”. Sua missão era casar-se com Sansão, a fim de seduzí-lo e descobrir, assim, o segredo de sua força. Pela sua sedução, conseguiu casar-se com Sansão. Casada, tentou de todas as formas descobrir a forma incomum do marido. Importunou-o tanto que acabou conhecendo o segredo da força de Sansão. Após descobrir, sua primeira atitude foi comunicar aos filisteus, que o prenderam, furando-lhe os olhos e atando-o a correntes de bronze.

Pela sua astúcia, Dalila descobriu que a força de Sansão dependia do comprimento de seus cabelos. Sua prisão, na verdade, foi facilitada pelo fato de que, quando dormia, cortaram-lhe as sete tranças (Jz 16:6-22). Toda essa trama de Dalila causou a morte de Sansão. No entanto, Deus o usou antes de sua morte para destruiu milhares de filisteus (Jz 16:26-30).

O perigo das grandes paixões
Sansão tornou-se presa fácil nas garras de uma mulher sedutora e capaz de tudo para alcançar seus propósitos. O casamento de Sansão com Dalila foi tipicamente um casamento de interesses espúrios. De um lado, percebemos um homem vulnerável, vaidoso, orgulhoso de sua força, com uma tendência enorme à promiscuidade sexual. Do outro lado, surge Dalila, que pertencia a povos inimigos de Israel. Os dois foram tremendamente egoístas. Sansão querendo satisfazer sua sede insaciável de mulheres. Dalila querendo descobrir sua força para entregá-lo ao seu povo.

Sansão não poderia casar-se com Dalila. Paixão nada mais é do que uma caricatura do verdadeiro amor. O que uniu Sansão e Dalila foi à química da pele, foi à atração física, com interesses profundamente políticos e religiosos, por parte da mulher. Havia uma grande incompatibilidade religiosa entre os dois. Dalila não acreditava em Deus. Era uma mulher pagã. Por outro lado Sansão recebera de Deus um ministério especial. Era um homem consagrado, separado para Deus. Mas aquiesceu às concupiscências da carne e dos olhos, optando por desobedecer a Deus, para obedecer aos seus caprichos. Eis o grande perigo para os servos e servas de Deus. Os riscos são gigantescos, quando perdemos a noção de nossa comunhão com Deus, de nossos votos e compromissos, perdemos a noção de sua vontade. E aí, quando percebemos, já estamos em pecado.

O sábio Salomão nos adverte quando às paixões. Elas nos cegam, obscurecem nosso entendimento e pervertem o caminho do homem, ao ponto de conduzi-lo à ruína (Pv 710-23).

Resultados Desastrosos
O relacionamento desse casal teve marcas profundas de violências verbais. Dalila o importunava diariamente, buscando descobrir o segredo de sua força. Certamente que isso resultaria em grandes discussões, brigas, etc. imagine todos os dias a mulher dizendo ao marido: “fala, meu bem; fala, meu bem”. A violência verbal é aquela na qual as palavras se tornam aguilhões, espadas capazes de chegar até o mais fundo do coração e ali fazer profundas feridas. Quem de nós um dia já não lançou palavras, setas com endereço certo. Sabemos qual o ponto fraco do marido, da esposa, dos filhos, do irmão e então laçamos aquelas palavras que, no calor da discussão, se tornam verdadeiras bombas capazes de explodir sentimentos dos nossos familiares.

Infelizmente não havia amor no casamento de Sansão com Dalila. Havia interesse. Dalila amava mesmo era o seu povo. Ela amava, sim, seus interesses e a grande oportunidade de se promover a partir daquela relação, fadada ao fracasso. Quando os interesses pessoais e egoístas são maiores do que o próprio amor, o casamento está fadado à morte. É impossível uma família sobreviver diante das crises, problemas e atritos, sem a presença do amor. O amor é a base para a sustentação dos lares e nele os lares precisam estar apoiados. Com certeza a família é uma instituição ameaçada, mas não derrotada, pois o amor tudo vence.

Alguém, sabiamente, já disse: “quem mexe com a paixão está criando para si traição”. Sansão traiu ao seu Deus e foi traído pela paixão de uma mulher. Foi uma tremenda derrota para este homem de Deus.
Conta-nos à história que a dor tomou conta de Sansão.
· Primeiramente, a dor afetiva. O sentimento de ser traída invadiu sua alma e seu coração.

· Depois veio a dor física: seus olhos foram vazados pelos filisteus;

· Depois a dor do trabalho forçado;

· A dor de ser humilhado perante os inimigos;

· A dor do vexame. Sansão havia se tornado motivo de riso de seus inimigos e de tristeza de seu povo.

Conclusão
Sabemos que o grande problema de Sansão foi o de não ter procurado obedecer à voz de Deus e nem ter tentado conduzir sua esposa à presença de Deus. Tudo aponta para a direção de que Sansão havia abandonado seus princípios religiosos. Ele, na verdade, havia abandonado o Senhor. Pelo menos, no que diz respeito ao seu voto de nazireu. Portanto, é no afastamento do Senhor que perdemos nossos referenciais. Quando nos afastamos de Deus nossos olhos ficam como que vendados e aí passamos a ver as coisas apenas na nossa perspectiva. Perdemos a noção dos planos de Deus para a nossa vida.

No final da vida, Sansão, em meio a toda dor, arrependeu-se genuinamente (Jz 16:28-31). Pela misericórdia de Deus (v 30), ele entrou para a galeria da fé, visto que “a misericórdia de Deus nos dá força para continuar na luta”.

Aplicações para a vida
Do relacionamento de Sansão com Dalila aprendemos importantes lições:
1. A arrogância espiritual pode nos insensibilizar quanto à vontade de Deus;

2. A desobediência a Deus pode nos causar danos irreparáveis;

3. Um casamento sem a benção de Deus tem tudo para não dar certo;

4. Na vida conjugal devemos usar nossas palavras para edificar nosso cônjuge;

5. Devemos sempre conhecer o propósito de Deus para nossa vida pessoal e fazer do casamento a expressão da glória de Deus;

6. Qualquer atração sexual fora do casamento é pecado e deve ser confessado a Deus.
Além do ponto final

A experiência de conviver no casamento com uma pessoa de outra religião pode se apresentar em três condições:
1. Pode acontecer após o casamento, quando um dos cônjuges decide abraçar a fé evangélica.

2. Se apresenta antes do próprio enlace matrimonial, quando o noivo ou a noiva cristã toma a decisão de se casar com uma pessoa que professa outra crença que não seja a da sua experiência evangélica.

3. Acontece quando marido e esposa são crentes, mas por uma determinada causa, um deles resolver abandonar a fé.

Nas três possibilidades, o desafio de testemunhar a fé cristã é grande. No Segundo caso, é preciso que o cônjuge crente tenha consciência de que falho no que concerne ao ideal de Deus para o casamento (2 Co 6:14-16). Em todos os casos, o desafio está em influenciar o cônjuge não-crente a ter uma experiência de conversão. É preciso que o cônjuge crente tenha em mente coisas importantes.

· É preciso que o cristão saiba que é da vontade de Deus que toda a família seja salva (At 16:31),

· É importante testemunhar, principalmente com as atitudes, na família e no relacionamento conjugal. O cônjuge crente deve viver, no dia-a-dia da vida conjugal as orientações bíblicas.

i. No caso das esposas, o texto de 1Pd 3:1-6 deve ser a bússola para influenciar positivamente o marido.

ii. Para os esposos, cujas esposas não são cristãs, as recomendações de 1 Pd 3:7 e de Efésios 5:25-32 são importantíssimas para sensibilizar o coração da esposa e facilitar sua decisão por Cristo. Em:

· É importante orar.
o Orar por si, para que Deus dê condições de viver os textos acima citados.

o Orar para que o espírito trabalhe no coração do cônjuge que está distante de Deus e da sua igreja.

o Pela oração, podemos aproximar o esposo ou a esposa de Deus. Pela oração, vemos o nosso cônjuge salvo por Cristo.

Uma atenção deve ser dada às atividades na igreja. Nosso alvo maior é fazer com que nosso cônjuge conheça a Cristo como Salvador. Não devemos criar atritos de querer levar o cônjuge a uma atividade da igreja. Nosso alvo é trazer Cristo para a vivência conjugal. Sua participação na igreja, após a conversão, será natural. Por último, deixemos que o Espírito Santo faça a obra (Jo 16:7-11). Nosso papel é testemunhar com a vida.

Um comentário:

vania disse...

Ontem ouvi a pregação sobre o cap.onde sansão derruba o templo. e justamente foi explanada a palavraa sobre a sedução,,,que os maridos e esposas devem orar muito e não bater no peito q somos forte e "nunca" seremos atingidos. Forte é Deus a quem devemos clamar pelo seu sangue na hora da tentação. É um exemplo clássico nos dias de hj,,, onde a traição e ,logo, a separação tornaram-se "normais". Parabéns ao pastor Cláudio em sue ministério, e realmente as igrajs "todas" devem se voltar aos casados...pois as ofertas não são pucoas,,, e muitos deixam uma pequena brecha,, que infelizmente, está sendo encontrada,, e vemos muitas famílias cristâs sofrendo,, e seus filhos tão caprichosos ao Senhor desde a mocidade, servos fiéis,, caindo nessa opressão das "dalilas" da vida. Depois é muita oração clamando ao Altíssimo pela restauração. Deus nos guarde e nos proteja.

União de Casados PIBA

Um departamento de casados que nasceu no coração de Deus, e teve seu início no dia 07/09/2004, e com 6 casais apenas deu-se o início a esta organização chamada UNIÃO DE CASADOS.

Tendo o objetivo de direcionar e orientar, dinamizar e promover a integração entre os casais da PIBA através de estudos doutrinários sobe a perfeita forma de viver uma vida conjugal com Amor, Respeito Mútuo, Elogios, Reverência e Gratidão aos pés do Senhor.

Realizando estudos, orações, lazer entre os casais participantes e fazendo da família um grande instrumento de evangelização segundo o seu viver de acordo com a vontade de Deus.

Ore! Divulgue! Participe!

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